quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Nosso breve retrato...


Vivemos numa sociedade em que as violências, uso de drogas se configuram como alguns dos principais sintomas de desigualdades sociais, curta ou inexistência da noção de limites, aparecem como frutos de uma sociedade de consumo, onde este se mostra totalmente irresponsável e inconseqüente. Vemos diversos setores praticamente “esquecidos” pela sociedade e pelo Estado, que só lembra-se destes na contabilização dos votos e, no caso da população carcerária, nem aí que, como sabemos, preso não tem direito ao voto.
Sofremos uma verdadeira “chuva” de estímulos que, literalmente, “empurram” o sujeito ao consumo de algo, na maioria das vezes, acima de suas possibilidades de arcar com os custos do produto desejado. Despertam-no desejos que até o momento em que dado estímulo não havia sido “captado”, simplesmente não existiam ou não se mostravam tão latentes e emergentes no sujeito.
Não somos treinados para exercer a cidadania, apenas para o “comprar, comprar, comprar!”. Eis a palavra de ordem em nossa sociedade: Compras, Consumo= Felicidade! Infelizmente, nas escolas muito pouco se vê do que seja a prática da cidadania. Ao contrário, somos o tempo todo “condicionados” a uma vida extremamente competitiva onde a única regra deste jogo é VENCER! Não importa os meios (a mídia que o diga ao nos bombardear com “Big Brothers”, “A Fazenda” e outros “emburrecedores” / alienantes e/ou “calmantes sociais” do gênero). Enfim, vivemos a confirmação daquele ditado que diz: “Os fins justificam os meios”.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Terra de Cego


Terra de Cego


Em terra de cego,
quem tem olho é rei!
Se me chamar pelo nome,
talvez eu irei!
E essa liberdade
que me custa um milhão!
Só vejo verdade pela televisão!


Não sei mais quem eu sou...
Cubo, Laptop ou com puta dor!

Lá em cima do Senado,
a grana rola solta!
Tô em casa assustado!
Hei! Devolve a minha bolsa!
E lá na esquina,
um garoto brinca com seu 38,
olha pra mim e diz:
"BANG! Não vai subir ninguém!"


E pro meu filho filho,
o que restou?
Pedaços mortos de civilização...
somos os corpos em decomposição...



Julius Cavalcanti

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Matemática

Ontem passava em frente a uma parada de ônibus e debaixo dela dormia um cidadão de rua, encolhido de frio. Me chamou a atenção a total indiferença e insensibilidade das pessoas. Também pudera... nesta sociedade em plena "implosão" em que vivemos, o verbo ajudar está fora de moda! (Se é que já esteve em alguma parte da história humana...) Ainda mais se for alguém que nunca vimos! Que leva consigo (no caso do morador de rua) o rótulo de "vagabundo", "bêbado", "drogado", entre outros apelidos carinhosos...
Seria hipocrisia da minha parte dizer que eu, no mesmo contexto, faria diferente naquela situação. Mas fico me perguntando justamente o que se estará passando em nossa sociedade.
Vivemos numa era e numa terra de cegos... onde aqueles que tem olho e "bons contatos" viram senadores, presidentes do senado, deputados, fraudadores, entre outras rimas...
Mas o foco deste post não é necessariamente político.
Quero chamar para uma reflexão dos valores que nos circundam atualmente. Na minha opinião, estamos numa época ( e isso está claro para absolutamente todos...) onde você É o que você CONSOME. Se possui posses e poder para consumir, é "gente"! Caso contrário, durma na parada, seu M....!! Que valores são esses? VALORES=VALORE$? Acho que não, né? Hehehehehehe... adoraria ver Sarney, Calheiros, ACM (felizmente morto...), Dantas (da operação "Solta e agarra"), Gilmar Mendes, e outras figuras "ilustres", exemplos de ética e bom comportamento, respondendo essa pergunta!
Como exigir preocupação e compromisso daqueles que nos governam, se NÓS não o fazemos? Como exigir aquilo que não fazemos? Maldade? Frieza? Não acho... como coloquei anteriormente, penso ser isto uma questão de valores, de contexto histórico e social, afinal somos seres históricos e sociais, não somos?
Na clareza de uma equação matemática, penso que assim como quem nos representa no governo está, como bem verbalizado há apenas algumas semanas atrás, "se lixando" para o povo, nós (membros do povo) estamos fazendo o mesmo no trato com o outro! Simples, né? Resolve aí essa equação...
Não sou o dono da verdade, mas essa é MINHA opinião.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

"Man in the mirror"


Hoje resolvi comentar uma música de Michael Jackson (curioso como todo mundo que morre vira assunto por tanto tempo...), um cara que apesar de muito rico (pra aqueles que pensam que dinheiro traz felicidade...), teve uma vida sofrida. Michael teve o que considero uma das principais riquezas do ser humano roubada, arrancada dele por um pai oportunista e ambicioso (taí os fatos pra confirmarem: o cara aproveitou a luz da imprensa dada à morte de ninguém menos que seu filho, para dizer ao mundo que estava lançando uma nova gravadora): A INFÂNCIA!
Desde seus 6 anos de idade, Michael era obrigado a trabalhar (cantando claro...) no conjunto formado por ele e seus irmãos: The Jackson's Five. De maneira muito rígida e dura, além de violento, seu pai era o produtor e empresário da banda. Não lhe foi permitido a magia da infância... talvez isso explique o que se tornou o astro. Marcado por uma "infância" que se recusava a passar mesmo através dos anos (que diga seu rancho: NEVERLAND = "TERRA DO NUNCA" = PETER PAN = CRIANÇA QUE NÃO QUIS CRESCER).
Bom, de fato é uma perda IMENSA para o mundo da música, da dança... enfim, das artes.
Mas o que vim comentar aqui, como disse no início desta postagem é um trecho de uma música deste artista que sempre gostei mas, confesso, que só parei para ler a letra de uns dias para cá.
A música se chama "Man in the mirror" (música linda por sinal... quem puder ouvir...) e no trecho que mais me chama a atenção é o refrão, que diz:

"I'm starting with the man in the mirror (estou começando pelo homem do espelho)
I'm asking him to change his ways (peço para que ele mude seus modos)
And no message could have been any clearer (e nenhuma mensagem poderia ser mais clara)
If you wanna make the world a better place (se você quer fazer do mundo um lugar melhor)
Take a look at yourself, and then make a change" (...) (Olhe pra você mesmo e faça a diferença...)

Acho que a música fala por si, não é? Precisa que se "explique" algo?
Félix Guatarry fala das microrrevoluções, que a mudança vai do "micro para para o macro", de dentro para fora!
Ao invés de reclamar, vamos agir... no lugar da espera, ação...
No filme "TODO PODEROSO" com Jim Carrey, também há uma passagem (no fim do filme) que diz: "Quer ver um milagre? SEJA o milagre..."
E aí? Pergunto: Esperamos o milagre ou SOMOS (ao menos tentamos ser...) o milagre? E você?
Novamente termino dizendo o que já disse na postagem anterior (e que provavelmente irei repetir sempre...): Não sou o dono da verdade... mas esta é MINHA opinião.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

POLÍTICA + SACANAGEM = POLITICAGEM

É...fico me perguntando pra onde terá ido nossa visão e crítica política? Sempre escutamos "Política não se discute...", vejo de maneira justamente oposta! Política se discute sim! Até porque a política É discussão de idéias, trocá-las, melhorá-las, etc. Enfim, discutir nossos interesses. E, se não discutimos, se não trocamos estas idéias sobre este assunto, pra que então a tal "política"? Creio que o que devemos não deixar de discutir, no sentido de procurar uma maneira de combatê-la, é a "politicagem". Justamente tudo aquilo que vemos no nosso "querido" senado, na câmara dos deputados, etc. Na minha opinião (ressalto: MINHA opinião) de alguém que ficou, digamos, "desencantado" do governo PT quando li seu apoio incondicional a Sarney que, venhamos e convenhamos, né? O cara é pilantra até o ..... fazer bico! (desculpe... me exaltei...) O compromisso do governo deveria ser CONOSCO! Não com alguém contra quem há dezenas de milhares de provas condenando-o! Também acho que Sarney está servindo de bode expiatório, pois sabemos que ali dentro não há "menino pequeno e inocente"! Mas isso não o exclui da culpa e responsabilidades!
O que muita gente (infelizmente...) se pergunta, me pergunta, te pergunta, e continua a conjugação verbal... é " São todos ladrões! O que eu posso fazer?" Muitas coisas! Dentre essas:
1 - Temos uma arma muito poderosa chamada VOTO! Portanto, atentemos a quem damos... vamos evitar de entregar nossa arma a um sujeito do rosto bonitinho, que parece um cara legal, etc. Ex.: Fernando Collor... precisa dizer mais do histórico desse sujeito?
2 - Gravemo-nos os nomes daqueles em que votamos e FISCALIZEMO-nos! Entrar nas páginas do site, acompanhar seus trabalhos, etc. Eles detestam isso: FISCALIZAÇÃO! Porque?! Os obriga a trabalhar. Lembremo-nos: SOMOS NÓS os chefes deles!
Bom, há outros modos de tentar, não digo transformar água em vinho, mas pelo menos melhorar para NOSSO lado. Troquemos idéias, comentem, vamos fazer e discutir POLÍTICA. Não sou dono da verdade, mas esta é minha visão.