quinta-feira, 20 de maio de 2010

Pensamento de bar...


Que o álcool, como tudo na vida, possui dois lados, é, além de óbvio, incontestável! Mas porque será que quem faz uso, geralmente simplesmente ignorar o "lado negro da força"? Sua ligação com patologias, acidentes, desentendimentos, etc?
Há quem diga que a realidade atual apresenta-se tão hostil e repressora que, como forma de escape, busca "viajar" fazendo uso de drogas (lícitas ou ilícitas), entre elas o álcool. A relação do ser humano com drogas e substâncias que o "desligam" da realidade é muito mais antiga do que se tem registro. Penso que buscar culpados nesta relação, seja indivíduo ou ambiente, seria, até certo ponto, ingenuidade. Vale lembrar que boa parte dos conflitos e sofrimentos se dá na interação entre as partes.
Não ouso entrar neste campo de discussão tão extenso e polêmico, mas pergunto o que nós, enquanto indivíduos e parte integrante do ambiente, enquanto produtores e produto de cultura, costumes, valores, etc., podemos fazer para buscar uma interação que seja, não livre, mas menos geradora de dores, conflitos e sofrimento?
Um mundo sem drogas, sem sofrimento, sem conflitos? Vejo este cenário como impossível, uma vez que o próprio humano é ser de conflito e possibilidades. E esperar perfeição, sendo o mundo produção e produtor de nós enquanto seres humanos, seria no mínimo contraditório.
Mas... como ainda não inventaram imposto por sonhar, não custa nada, né?

sexta-feira, 14 de maio de 2010


É impressionante como o sistema faz parecer belo os contrastes que apresenta!
"OFERTA! LIQUIDAÇÃO! O MEU CARRO CUSTA O TEU COLCHÃO!!"
Dormir pra que?! Quem dorme perde horas preciosas...de trabalho! Exploração do outro, mais valia e blá blá blá... E aqueles tantos outros termos que conhecemos.
Mas o que chama a atenção é "beleza" tão singular de uma pessoa confortavelmente deitada na calçada de um restaurante ao lado de uma loja que exibe em sua vitrine um belíssimo carro Tucson!!! O absoluto em sua categoria!
Porém, o que mais surpreende não é a supremacia aparente daquele carro ou a decoração do restaurante. Mas, ainda mais que o carro, a absoluta invisibilidade daquele homem que dormia tão tranquila e pacificamente naquela calçada, diante da alegria! E, como "som de fundo", gargalhadas quase histéricas dos clientes do restaurante! Quem sabe dali não sai alguém que, de repente, necessite do Tucson e será seu novo dono?
Daí a pergunta que me martelou até agora e me fez refletir, pensar e escrever este texto: do que será que aquele homem que ali dorme, é dono? Com o que será que sonha? Do que, de fato, necessita? Do que riria?
E, para terminar, as mesmas perguntas acima...mas o sujeito sou "eu" (tu, ele,etc).