segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Nascer é um direito... viver também!



De fato o assunto é polêmico, a vida é realmente importante e ninguém tem o direito de tirar a vida de ninguém. No entanto, no caso deste assunto, acredito que não podemos nos deixar levar pela visão e dogmas religiosos. Vejo que é uma questão delicada posto que, mesmo sendo ilegal, muitas mulheres fazem de maneira irregular, ilegal e sem a supervisão de um médico, o que custa marcas e sequelas e, muitas vezes, suas vidas. Isto sem contar os casos de estupros, dentre outras violências. Poderíamos citar também os casos que, não tendo condições de cuidar do "rebento", abandonam-no a própria sorte e/ou expõem-no a todo tipo de violências e violações contra si.
Não tenho a intenção de defender a prática do aborto exatamente pelos motivos expostos no início do texto. O que defendo, porém é que esta temática migre da esfera de discussão religiosa para que seja tratada como uma questão social e de saúde pública. Defendo a regulamentação deste direito, ou seja, a reflexão e criação de regras para este tipo de decisão. Não defendo absolutamente o "libera geral", a prática "desportiva" do aborto, o famoso "Eita! A camisinha furou! Aborta!". Mas defendo sim a discussão séria e sem a "lente fundo de garrafa", alienante da visão religiosa que, em grande parte das vezes, distorce a percepção sobre os fatos.